E eu digo, e ainda caio...

"Se você por acaso cair, não culpe a pedra ou o degrau. Culpe sua visão e atitude falha diante das lombadas no caminho...."RiCarvalho

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Escreva o seu destino



Puxe a vida como ela vem, pois quando vem, por vezes, ela parece um fatício infeliz. Uma invenção de um firmamento tolo, ou obscuro demais. Um momento de criação que não pendura por mais de um segundo. Por isso puxe-a sem grandes expectativas - expectativas tendem a nos ludibriar. A vida é ávida pelos segundos cruciais que lhe decidem o rumo. Mais que rumo? Quantos segundos? Onde e como? Não dar para saber ao certo, o destino não permite - ainda não. Mas não pense no destino como esse desatino exotérico de que tudo está escrito, para cada passo ou cada beijo de morte. O destino mora naqueles segundos que bombardeiam o cérebro com choques elétricos massivos, os quais nos foçam a pensar e decidir - rápido, decida se irá seguir. São exatamente nestes segundos em que o destino está sendo escrito. Não por uma mão divina e inexorável. Não! Mas pela mão humana e errante, mortal.

E devemos sempre puxar, empurrar e nos virar, sempre e sempre... É impossível prever cada evento e temporal que virá de cada movimento e sopro que dermos. Então sempre prepare-se para o pior, sem prender-se a este. O melhor é o fim desejado, mas como não há como saber ao certo, antes ser surpreendido por coisas boas do que por um abismo sem os kits de segurança. A queda pode ser infinita se não soubermos nos agarrar pelas beiradas e subir.

A vida pede certa urgência para que se viva. Tente não prender-se as formulas prontas que vendem por aí. Busque a felicidade solitária, pois quando a companhia vir, e você já estiver satisfeito consigo mesmo, finalmente estará pronto para ser satisfeito com um outro. E se, por um acaso, o outro não lhe satisfazer neste seu momento - mude! Não espere muito pela mudança alheia, mas não traia ninguém, a traição engana o próprio traidor, lembre-se que cada segundo é importante demais para se perder do caminho por pequenezas, e estes segundos decidem tudo que lhe fará viver ou morrer, bem ou mal.

Vivamos pelos melhores segundos de nossas vidas, os segundos em que beijamos enquanto somos amados - por ter escolhido a morena de óculos e ar misterioso, ao invés da loira gostosa e fácil naquele bar. Por ter escolhido desacelerar o carro e apreciar a paisagem, ao invés de seguir o automóvel a frente, que puxava um ritmo mais rápido para a viagem, e que acabou batendo em um caminhão logo a frente. Mas não se limite tanto, a aventura é o que mantém a juventude ainda acessa dentro de nossos corpos já caquéticos e enrugado pelos anos. E é tão rápido, tente não se atrasar.

Beije muitas bocas, ame seus verdadeiros amigos, seus irmãos, pais e mães - ame sua família enquanto ainda é cedo para isso. Conheça o mundo. Apaixone-se por todas e ame apenas uma - o amor deve ser único. Jogue-se no mundo, mas planeje sua volta com responsabilidade. Viva, viva, viva e viva... e não tenha vergonha de ser feliz. E nunca, nunca mesmo, se esqueça de também levar um pouco de felicidade por onde passa. A felicidade é a melhor coisa a ser compartilhada.

(Por RiCarvalho)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Por teu riso que escrevo...

(RiCarvalho)

Desfruto
De seus sabores
Quando vejo.

Saboreio-lhe:
As curvas;
Os decotes;
Seus trejeitos;
Os seus vais
E seus vêm;
Os seus nãos
E seus sins;
Os seus ais
Ai e ai...
Teu sorriso.
(em que derreto)

Degusto
De seus risos
Como beijos.

E satisfaço
As minhas vontades
E desejos.
Neste delirar
De olhar
E pensar
Que sois minha,
E só minha.

Que quase esqueço
Que és musa.

Então me parto
E lhe deixo.

Guardada na memória
Do tinteiro.
(sempre em riso)

Pois toda musa
Pertence
Então
Somente
À poesia.
...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Por seus encantos



(RiCArvalho)


Quero ser arrebatado pela loucura 
Das paixões mais fugazes
Pelas damas mais quentes
Para sentir o aveludado de suas peles
De seus seios e bocas

Quero a paz do colo de uma mulher amada
O carinho dos cafunés mais ternos
(em que se dá e se recebe)

Desejo seus corpos nus sobre o meu
Arranhando minh’alma com os bicos de seus seios
Arrepiando todo o meu firmamento

Quero admirar-lhes as formas
Rosto, bunda, cintura, barriga e seios
Independentemente de pesos extras ou a menos
independente de cores...
(toda mulher é bela por merecimento)

Os poetas precisam conhecer uma musa
Mesmo que de vista, mesmo que distante
Assim como o sol precisa brilhar todos os dias
Assim como a lua cheia encanta os enamorados

Quero morrer em seus braços pelo canto da sereia
E assim,
Terminarei minha jornada em sua boca.
(morrerei por encanto)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Máxima do instante

(RiCarvalho)

Tudo parece mais urgente do que seria
Mais alegre ou triste que poderia
Infinito quando não deveria

Em um instante o instante passa
E nesse instante sabemos
Que o perdemos.
É assim:

Em um instante vivemos
No outro: morremos.

Num instante sou riso
Em outro: pranto.

Em um instante eu sei
Em outro me perco.

Num instante sou amor
No outro só dor.

Em um instante - poema
No outro: esquecimento.

Num instante te amo
Em outro te odeio.

Em um instante o instante acaba
E outro começa...
E é rápido – não pare.

O instante é aquele momento que esperávamos
E nesta hora somos o alfa e o ômega
Decidindo o próprio destino...

No instante é onde tudo se cria ou se perde
Ou nada acontece.

E por apenas um instante fecha-se os olhos para sentir:
Um toque; um abraço; um cheiro, um beijo - o amor.
E tal instante é imperdível – juro! Não o perca
- nenhum instante é como o outro! Não os perca.

Por apenas um instante, mesmo que inconstante
Queremos sobre nós o tremor do corpo amado em gozo
Para descobrirmos que só um instante não basta.

Por este instante seja um anjo
E caia, por culpa de seu amor.
Apenas por um instante 
sem arrependimentos...
(viva!)
...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Em busca do sem-fim

(RiCarvalho)

Quero viajar além de meus pensamentos.
- Há muito limite neles. Aqui dentro...
Quero ultrapassa os horizontes que vejo
- Sei que minha visão é limitada e o que vejo é pífio...
Quero enfrentar os dragões em moinhos.
- Mesmo que me vejam como mais um louco...

Preciso navegar por entre amores tórridos
Preciso beijar as velhas mazelas em suas bocas,
e dizer: foi bom conhecê-las, agora sei o que não quero 
- Adeus!

Busco, 
Agora, 
O novo.
A aventura.
O viver.
O amor.

Preciso viajar para o distante
E quem sabe por um instante
Me veja como um navegante 
que ouça os sinos e o grito: 
- TERRA À VISTA!
E ouvindo isso,
Pegue o leme,
o gire para os ventos
do oriente,
E parta...

(são os mares, lar das sereias
e em águas desconhecidos que quero morar)



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sim, sofri...

(RiCarvalho) Doeu! Tá certo que ainda dói... Mas o quê, meu Deus, pode doer mais que perder a liberdade? Dói, é verdade... Mas já nem tanto com o tempo Hoje menos que ontem e amanhã menos que hoje. A distância pode ser terrível para as saudades Mas pode oferecer a ousadia do novo pela indiferença do tempo. Na esperança que doa menos a cada dia Bem menor hoje. Menos amanhã e depois.

domingo, 6 de novembro de 2011

Porquê preciso?

(RiCarvalho)

Preciso
Porquê gosto
E gosto muito
(Sempre digo)
Te quero
E só quero
(quando não odeio)
Mas fosse isso
O só querer
Seria falso.

Não
Não é isso
Eu amo
E amar é ser
E então sou isso:
Pranto
Beijo
Abraço
Sexo
(e como sou)

Sentimental
Sinto isso
E só disso
De só amor
Não se vive
Mas eu vivo
Porquê preciso
Pra te ver
Te querer
E ter...

E tendo
E sendo isso
Basta!
Ao que ofereço
Esperançosamente
À você.